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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Como escolher o local da festa de casamento - parte 2


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Eu já trouxe o meu relato sobre como escolhi o salão para a festa de casamento, também falei sobre os erros que os espaços de eventos cometem e ainda dei algumas dicas de buffets legais em Curitiba. Agora vou trazer pra vocês uma visão bem diferente (e bem mais racional) sobre como escolher o local da festa de casamento. Há algumas semanas atrás, recebi no e-mail do trabalho um artigo do advogado Arthur Rollo, que era justamente sobre os cuidados que as noivas devem ter ao contratar certos serviços para o casamento. Entrei em contato, e ele gentilmente permitiu que eu publicasse essas dicas pra vocês. 

É para ficar de olho:
  • Cuidado com os espaços que exigem a contratação de determinados fornecedores, tais como fotógrafos, valet parking, decoradores, etc. De acordo com Arthur Rollo, isso configura prática comercial abusiva da venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Segundo ele, ninguém é obrigado a contratar os profissionais indicados pelo espaço de eventos. Caso o salão se negue a fazer a festa se os profissionais indicados por eles não sejam os escolhidos, é possível recorrer ao PROCON ou até mesmo à justiça.
  • O advogado também alerta para o fato de que "não são poucos os espaços de eventos que ganham duas vezes: primeiro com a contratação direta da noiva e, depois, com a contratação dos profissionais indicados. Essa indicação normalmente é uma parceria comercial remunerada."
  • Se o espaço de eventos indicar profissionais ruins ou que tragam algum tipo de problema para o casamento, a casa de festas também pode ser responsabilizada pela indicação, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.
  • É importante especificar tudo em detalhes no contrato:
         - o que será servido (entradas,prato principal, sobremesa, bebidas, se haverá ou não coquetel);
          - a decoração do local;
          - a iluminação;
          - o número de profissionais envolvidos e as suas funções.

  • Outro detalhe importante e que deve ser especificado no contrato é o gerador. Eu mesma, fui a um casamento no final do ano passado que teve um problema sério por conta do gerador. Os noivos haviam contratado um gerador, pois o local não tinha um quadro de luz suficiente para comportar uma banda. Só que, na hora da festa, o cara responsável pelo aparelho bebeu além da conta e não percebeu que o combustível do gerador estava acabando. Resultado: quando o combustível acabou, acabou a festa também, porque a banda não podia mais tocar. Como bem lembra o Arthur Rollo no seu artigo, o gerador é um verdadeiro "seguro" para a festa. Se, por um infortúnio, acabar a luz no bairro ou no local, você poderá ficar tranquila, pois sua festa estará garantida. (Já pensou que inferno, depois de meses de preparativos ter sua festa arruinada pela falta de luz??)

Arthur Rollo é Mestre e Doutorando em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na área de direito das relações sociais, sub-área de direitos difusos e coletivos. Atualmente é advogado associado no escritório Advocacia Alberto Rollo S/C, atuando, principalmente, nas áreas cível, eleitoral e do direito administrativo, realizando audiências, sustentações orais, bem como acompanhando diversos processos, nos quais elabora toda a sorte de peças jurídicas. Se quiser saber mais, pode acessar o seu blog: http://blog.albertorollo.com.br/

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